sábado, 11 de fevereiro de 2012

Brasil endurece a entrada de espanhóis

Brasil passará a adotar exigências mais duras para a entrada de turistas espanhóis no País, usando o chamado princípio da reciprocidade. A partir de dois de abril, os visitantes terão que apresentar comprovantes para reservas de hotéis, passagens de ida e volta e provar que tem recursos para se manter no Brasil pelo período que desejam ficar. Serão necessários pelo menos R$ 170 reais por dia por pessoa, o equivalente a cerca de 80 euros. A comprovação poderá ser feita por cartão de crédito internacional, desde que o titular apresente uma fatura em que conste o limite permitido de gasto. As exigências são mesmas feitas pela Espanha para os brasileiros que viajam ao país. Incluem, ainda, a necessidade de um passaporte com pelo menos seis meses de validade. Aqueles que não vão se hospedar em hotéis terão que apresentar uma carta-convite da pessoa que os receberá, com assinatura registrada em cartório e um comprovante de residência. A decisão foi tomada pelo Itamaraty depois de uma série de negociações frustradas para tentar diminuir as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros que chegam a Espanha. Desde 2008 o Brasil é o mais com maior número de cidadãos barrados nos aeroportos espanhóis. Já na época, quando cerca de 240 brasileiros eram barrados por mês e posteriormente deportados, foi criado um grupo binacional para discutir o tema, mas não houve evolução. Ainda em 2011 o ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, admitiu que as discussões não estavam avançando e havia casos inaceitáveis. Apesar de ter caído o número de barrados, a média ainda era de 140 pessoas por mês. O endurecimento no tratamento dos brasileiros nas entradas na União Europeia, especialmente na Espanha, coincidiu com o início da crise econômica mundial. Pesquisadores brasileiros que estavam a caminho de um congresso e apenas de passagem pela Espanha foram deportados. Há casos de músicos com apresentações marcadas, engenheiros com cursos pagos e até crianças que chegaram a ficar presas por 48 horas dentro dos aeroportos, além de diversas reclamações de maus tratos. A preocupação dos espanhóis, de que brasileiros queiram se mudar clandestinamente para a Europa, pode deixar de ser realista. Um relatório publicado em janeiro desse ano pelo governo espanhol mostra que o fluxo migratório está mudando. Ainda em 2010, 17,6 mil brasileiros voltaram para o País, enquanto 12,9 mil foram para a Espanha. Já o número de europeus querendo mudar para o Brasil apenas aumenta. Em 2011 o País recebeu 57% a mais de trabalhadores estrangeiros do que no ano anterior, um número considerável deles vindos da Europa, especialmente Portugal e Espanha. Por Lisandra Paraguassu Agência Estado http://br.noticias.yahoo.com - 11/02/2012

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Rio de 6 mil km é descoberto embaixo do Rio Amazonas

Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente. A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.
Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.
Os dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.
Características
A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s - maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.
As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.
Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com acessado 25/08/2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

População da Índia passa de 1,2 bilhão, revela censo

A Índia abriga atualmente 17,5% de toda a população do mundo, de acordo com dados do novo censo divulgados pelo governo do país hoje. A segunda nação mais populosa do mundo, atrás apenas da China, possui agora 1,21 bilhão de habitantes.
Apesar do ritmo de crescimento demográfico do país asiático ter diminuído pela primeira vez em 90 anos, a população da Índia aumentou em 181 milhões de habitantes ao longo da última década, revelou C. Chandramouli, comissário do censo indiano. Só o aumento populacional equivale a quase toda a população do Brasil.
Projeções elaboradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a população da Índia pode superar a da China, que atualmente é de 1,34 bilhão de habitantes, até 2030. Segundo Chandramouli, a população da Índia agora é quase igual à de Estados Unidos, Indonésia, Brasil, Japão, Bangladesh e Paquistão juntos.
O censo indiano contou com 2,7 milhões de recenseadores. Eles visitaram mais de 300 milhões de lares. Os números divulgados hoje são preliminares, esclareceu o governo. Os números oficiais e análises mais detalhadas não ficarão prontos antes de 2012. As informações são da Associated Press.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional

Terremoto no Japão é considerado o sétimo mais intenso da história

TÓQUIO - O ministério da Defesa do Japão informou nesta sexta-feira, 11, que o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o nordeste do país nesta madrugada deve ter deixado mais de mil mortos. Segundo a agência Kyodo, a cidade de Sendai, com 1 milhão de habitantes, foi a mais afetada pelo tremor, sentido em diversos pontos do país.
Apenas na cidade de Minamisoma, no distrito de Fukushima, 1,8 mil casas foram destruídas.Balanço da polícia contabiliza 384 mortos, 947 feridos e 707 desaparecidos. Em Sendai, ao menos 200 mortos foram encontrados afogados após o tsunami.
O governo japonês declarou estado de emergência na usina nuclear de Fukushima e outras três centrais atômicas foram fechadas. Ao menos 2 mil pessoas foram retiradas de áreas próximas após as autoridades não terem conseguido resfriar o combustível nuclear. Segundo os oficiais responsáveis, no entando, não há vazamento radioativo, e a situação já está sob controle.
Fábricas e refinarias foram fechadas e milhões de pessoas estão sem energia elétrica. Há cerca de 80 incêndios provocados pelo terremoto, um deles em uma refinaria. O aeroporto de Narita, o maior do país, chegou a ser fechado, mas já foi reaberto. O tremor também paralisou em todo o país os serviços do "shinkansen", o trem-bala japonês, segundo a companhia ferroviária JR East. Um trem com passageiros desapareceu na área afetada pelo tremor.
Apesar de ter ocorrido a quase 400 quilômetros de distância de Tóquio, o tremor também foi sentido na capital, onde 4 milhões de casas e prédios ficaram sem energia elétrica. O serviço telefônico também foi cortado em boa parte do país. Um dique se rompeu em Fukushima e o volume e a força da água devastaram as construções da região, segundo a imprensa japonesa.
O primeiro-ministro Naoto Kan disse a políticos que eles precisam "salvar o país" após o desastre. "O terremoto causou diversos danos em vastas áreas do norte do Japão", afirmou. Cerca de 8 mil militares foram enviados pelo governo à região afetada. De acordo com o Ministro de Exteriores, Takeaki Matsumoto, afirmou que o Executivo do país pediu ajuda aos EUA para que enviem seu efetivo no país para a área do sismo.
Foi o maior terremoto no Japão desde que começaram a ser registrados, há 140 anos e o sétimo pior da história. O tremor principal aconteceu às 2h46 de Brasília, com epicentro a 130 quilômetros de Sendal, na ilha de Honshu, e com profundidade de 24,4 quilômetros, na mesma região onde há dois dias ocorreu um terremoto de 7,3 graus que não deixou vítimas.
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse nesta quinta-feira, 31/3/2011, que o complexo nuclear de Fukushima Daichi deve ser desativado. O anúncio foi feito pelo secretário do Partido Comunista japonês, Kazuo Shii, após uma reunião com Kan, segundo a agência Kyodo.
A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina, já havia indicado na última quarta-feira, 30, que poderia fechar os quatro principais reatores (1, 2, 3 e 4) de Fukushima.
Segundo a Tepco, o fechamento dos reatores é inevitável devido os graves danos sofridos após o terremoto do dia 11 de março. Essa operação, no entanto, aconteceria apenas após a finalização dos trabalhos de resfriamento dos reatores, o que pode levar meses.
Naoto Kan disse também que pode rever os planos que preveem a construção de mais 14 usinas nucleares até 2030.
O temor de contaminação pela radiação ainda é muito grande no local. Os níveis de radiação registrados na água do mar de Fukushima continuam em elevação e atingiram, segundo as medições desta quinta-feira, o recorde de 4.385 vezes o limite legal.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou ontem que a radiação medida em Iitate, a 40 km da central de Fukushima, superam os níveis recomendados. O local está fora da zona de exclusão atualmente em vigor, que compreende um raio de 20km.

Segundo informações do programa de ameaça de terremotos da agência geológica americana (USGS, na sigla em inglês), o mais forte terremoto da história ocorreu em 22 de maio de 1960, em Valdívia (Chile), com magnitude 9,5.
Este tremor matou 2 mil pessoas e gerou um maremoto com ondas de até 10 metros. As ondas apagaram do mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também em outros países banhados pelo Oceano Pacífico.
O segundo maior terremoto já registrado ocorreu no Alasca (EUA), em 27 de março 1964: um abalo de magnitude 9,2 fez 15 vítimas fatais e gerou um tsunami que matou outras 128 pessoas. Seu epicentro foi na região de Prince William Sound, no sul do Alasca.
A ilha de Sumatra, na Indonésia, registrou em 26 de dezembro de 2004 um terremoto de magnitude 9,1, causando um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países da região. O tremor ocorreu a 30 quilômetros de profundidade no Oceano Índico.
Em 4 de novembro de 1952, um abalo de magnitude 9,0 na península de Kamchatka, extremo oeste da Rússia, gerou ondas gigantes que chegaram até o Havaí, causando prejuízos financeiros de até US$ 1 milhão, mas nenhuma vítima fatal.
Também de magnitude 9,0, dois grandes terremotos abalaram a região de Arica, fronteira entre Peru e Chile, em 13 de agosto de 1868. Diversas cidades foram afetadas pelas ondas causadas pelo tremor, que vitimou cerca de 25 mil pessoas.
Outro terremoto de magnitude 9,0 ocorreu em 26 de janeiro de 1700 em uma região de cerca de 1.000 km na costa noroeste da América do Norte, entre os Estados Unidos e o Canadá. O tsunami que se seguiu chegou até o Japão. Não há estimativa de vítimas.
Em sétimo lugar, fica o tremor de magnitude 8,8 (segundo medição da Agência Meteorológica do Japão) que atingiu o Japão por volta das 15h (horário local) de 11 de março de 2011. O epicentro foi na costa próxima à província de Miyagi, a 373 km de Tóquio.
Dois terremotos na história tiveram medida uma magnitude de 8,8. Um ocorreu no Chile, em 27 de fevereiro de 2010, matando mais de 800 pessoas e deixando cerca de 20mil desabrigados. O epicentro foi a região de Bío-Bío, a cerca de 320 km ao sul de Santiago.
O outro atingiu a costa entre o Equador e a Colômbia em 31 de janeiro de 1906, matando entre 500 e 1,5 mil pessoas. O tremor chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.
Três terremotos já foram registrados com magnitude 8,7: Em 1º de novembro de 1755, um tremor de magnitude 8,7 destruiu Lisboa, matando cerca de 70 mil pessoas.
Já em 4 de fevereiro de 1965, um tremor também de magnitude 8,7 atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um tsunami de cerca de 10 metros de altura na ilha de Shemya. Apesar disto, o abalo causou poucos danos.
Em 8 de julho de 1730, um terremoto de igual magnitude atingiu Valparaíso (Chile), gerando um tsunami e causando danos em diversas cidades da costa, mas causando poucas mortes.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional

Cientistas elaboram mapa da gravidade da Terra

A Agência Espacial Européia (ESA) divulgou, nesta quinta-feira (31), o mapa mais preciso já feito até hoje da gravidade da Terra. As informações foram coletadas durante dois anos pelo satélite Goce. O modelo, chamado de geóide, mostra minunciosamente que a Terra não é completamente redonda.

Veja como é a superfície da Terra considerando a gravidade sem a ação de marés e de correntes oceânicas:

O satélite Goce* foi lançado em março de 2009 e já recolheu mais de 12 meses de dados sobre a gravidade. De acordo com a Esa*, essas informações são essenciais para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo – e para entender como são afetados pelas mudanças climáticas.

A Esa também explica que os dados podem ajudar a entender mais profundamente os processos que causam terremotos, como o evento que assolou o Japão no dia 11 de março. Isso porque os terremotos criam “rastros” na gravidade, o que poderia ser usado para entender o processo que conduz catástrofes naturais e, assim, prevê-los.

A idéia dos pesquisadores da Esa é continuar medindo a gravidade até o final de 2012. O satélite Goce, responsável pelos dados, pesa uma tonelada e orbita a baixa altitude. Ele usa um equipamento específico para medir a gravidade.

*O GOCE (Gravity campo e em estado estacionário da circulação do oceano Explorer) é uma missão da ESA dedicado a medir o campo de gravidade da Terra e modelagem do geóide com alta precisão e resolução espacial.
*ESA - A Agência Espacial Europeia ( ESA ), criada em 1975, é uma organização intergovernamental dedicada à exploração do espaço , atualmente com 18 Estados membros. Sediada em Paris, a ESA tem uma equipe de mais de 2.000 com um orçamento anual de cerca de € 3990000000 / 5,65 bilhões dólar dólares dos EUA (2011).
Fonte: Yahoo! Notícias – quinta, 31 de mar de 2011 12:43 BRT

domingo, 10 de outubro de 2010

Antilhas Holandesas: dois novos países criados

MIAMI (Reuters) - A ex-colônia holandesa de ilhas caribenhas de Curaçao e São Martinho (St. Maarten) dividiu-se em dois países autônomos em uma mudança constitucional que dissolveu as Antilhas Holandesas.

Os dois novos países se juntaram a Aruba, que em 1986 ganhou status de Estado individual, enquanto três outras ilhas, Bonaire, Santo Eustáquio e Saba se tornaram municipalidades da Holanda, na dissolução do território Antilhas Holandades após 56 anos de existência.

Sob o novo acordo, o governo holandês continuará responsável pela política estrangeira e de defesa dos novos países, além de supervisionar inicialmente as finanças de Curaçao.
Embora todas as seis ex-colônias holandesas da região caribenha já possuam autonomia como membro da então dissolvida Antilhas Holandesas, Curaçao e Sao Martinho terão mais poder para governar e aplicar sistemas tributários próprios.
Ambas as regiões são populares destinos turisticos no Caribe.
Autoridades do Turismo em Curaçao, 65 quilômetros da região costeira da Venezuela e cuja população ultrapassa os 190 mil, disse que esta mudança pode trazer mais recursos para desenvolver instalações portuárias e hotéis, e posiciona melhor a ilha para aproveitar o mercado turístico norte-americano.
Menor, São Martinho, com 37 mil habitantes, divide a supervisão da ilha com autoridades francesas.

As Antilhas Holandesas, um território holandês autônomo desde 1954, enfrentou tensões entre seus membros sobre questões como a divisão de dívidas e receitas.
Embora o holandês seja o idioma oficial entre as seis ilhas, em Sao Martinho, Saba e Santo Eustáquio o inglês é amplamente falado. Já em Curaçao e Bonaire também é falado o Papiamento, uma mistura de português com espanhol e com traços de inglês, holandês e francês.
Em um comunicado publicado na página de Internet do governo de Curaçao neste domingo, o primeiro-ministro da região, Gerrit Schotte, parabenizou os cidadãos do novo país, conhecido como Korsou, em Papiamento.

(Reportagem de Pascal Fletcher) www.yahoo.com.br 10/10/2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

NE e Sudeste concentram 60% dos migrantes, diz Ipea

As regiões Nordeste e o Sudeste do País concentram mais de 60% dos migrantes (aqueles que mudam de uma região para outra e dentro da própria região), de acordo com o estudo "Migração Interna no Brasil" divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que pesquisou os anos de 1995, 2001, 2005 e 2008. O instituto utilizou para a análise dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerou como migrantes aqueles que mudaram de Estado nos cinco anos anteriores a cada uma das datas usadas na pesquisa.

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Segundo o estudo, em 1995 o número de migrantes se aproximava de quatro milhões de pessoas - 3% da população. Já em 2008, o total caiu para 3,3 milhões (1,9% da população). A pesquisa aponta que desde o começo da série (1995) até o ano de 2001, o fluxo do Nordeste para o Sudeste era maior que o fluxo inverso, situação que sofreu uma reviravolta nos sete primeiros anos desta década.

Em 2008, o fluxo entre as duas regiões voltou a ser favorável ao Sudeste. A pesquisa dá como uma das explicações para essa alteração uma mudança de perfil dos migrantes. Segundo o instituto, "os migrantes do Nordeste para o Sudeste já gozam de melhor situação, em termos de formalização do trabalho, que a dos próprios trabalhadores não migrantes da região Sudeste".

A pesquisa revela que ainda que os fluxos migratórios não se dão apenas de regiões pobres para regiões ricas. A migração do Norte, por exemplo, é maior para o Nordeste do que para o Sudeste nos anos analisados. O documento informa que "a ideia comum de exportação da pobreza de regiões menos desenvolvidas para outras de maior poder e dinamismo econômico deve sofrer, então, restrições, ou melhor, qualificações, já que a proximidade também é um fator relevante para explicar os fluxos".

Escolaridade
A pesquisa do Ipea mostra que a alta escolaridade do migrante - com 12 ou mais anos de estudos - aumenta nos anos analisados. O mesmo ocorre com não migrantes, embora em um ritmo menor. O estudo afirma que a escolarização aumenta a probabilidade de migração: o porcentual de migrantes com pelo menos 12 anos de estudo é maior que o de não migrantes nessa situação.

Na análise do que ocorre nas Regiões Nordeste e Sudeste é levada em consideração a distância da migração. O trabalho aponta que os mais escolarizados preferem migrar dentro da própria região, enquanto a decisão de mudar de região fica mais restrita aos menos escolarizados. O oposto acontece entre os migrantes das Regiões Sul e Centro-Oeste.

O Ipea diz que se deve avaliar a hipótese de que a migração inter-regional sofre efeitos da estrutura do mercado de trabalho, que, segundo o estudo, é mais aberta aos migrantes de menor qualificação. A pesquisa destaca a Região Sudeste, "capaz de absorver mão de obra de menor qualificação relativa vinda do Nordeste, enquanto o trabalhador mais escolarizado multiplica suas estratégias de mobilidade considerando o aumento do seu capital relativo no contexto da sua própria região".

fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/17082010/25/manchetes-ne-sudeste-concentram-60-dos.html